Prisioneira de mim

Há tanta vida lá fora e eu aqui, prisioneira de mim, 
mera escrava de um tempo que já não existe.
Sufocada nesse amor unilateral e agonizante.
Já não sei quem sou nem aonde vou.
Com quem ou porque estou.
Sou o sonho que se foi sem acontecer.
Sou a esperança de uma vida que nunca será.
Sou quimera de mim, de ti, de nós.
Sou apenas eu e nada mais.
Ana Fahd